Comunicação sem lastro não é estratégia, é passivo reputacional. Por isso,
antes de escrever qualquer coisa, procuramos entender com clareza o que a
organização já realizou, o que está em curso e o que ainda é intenção.
Cada uma dessas situações pede um tom diferente, e boa parte dos problemas de
credibilidade nasce de tratá-las como se fossem a mesma coisa. Apresentar uma
intenção como conquista é o erro que costuma cobrar mais caro depois. Isso vale
para qualquer afirmação, seja sobre impacto ambiental, resultado social ou
eficiência de gestão.
Na prática
Toda proposta começa por uma conversa sobre o que já pode ser demonstrado.
Perguntamos que documentação existe, quem responde por cada afirmação e como
aquilo se sustentaria diante de uma reportagem ou de uma auditoria.
Quando aparece distância entre o que se quer dizer e o que já se pode mostrar,
falamos disso logo no começo. Em alguns casos a contribuição mais útil é ajudar
a construir essa base primeiro. É também o que nos protege, porque toda narrativa
que assinamos leva o nosso nome junto.